quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Berçário
Na sexta passada passei pelo procedimento de aspiração dos óvulos. Eram 9. Anestesia na veia (ai que delícia!), cólica o resto do dia e mais uma receita médica de mais uma enxurrada de hormônios. Agora com o adendo de serem medicamentos de uso contínuo - Primogyna e Ultrogestan - (hoje avalio que estava preferindo as injeções!). Repouso o resto do dia.
Na segunda-feira, primeira hora, recebo o telefonema da Joyce, minha embriologista com o boletim médico: 9 óvulos, sendo seis maduros e cinco fertilizados. Vamos acompanhar o desenvolvimento nos próximos dias. E, antes de finalizar a ligação, dá os próximos passos: "Não nos falaremos amanhã (terça). Te ligarei na quarta-feira para passar as orientações para provavelmente a transferência ser na sexta-feira". Rapidamente ela ganhou meu afeto quase de irmã. Amor eterno. Amor verdareiro! Não sei se por estar acompanhando o crescimento das células como se fosse uma tia do berçário que anota na caderneta da criança tudo o que ela fez no dia (brincou, dormiu, fez um coco grande e vomitou) ou por aplacar minha ansiedade já avisando que ela não me ligaria no dia seguinte. Acho que foi por isso o sentimento instantâneo. Ansiedade é meu sobrenome, já estou enfrentando algumas noites sem dormir. Imagine achar que algo aconteceu com a célula e não me ligaram para avisar. Imagino um monte de mulher louca (mais louca ainda por causa dos hormônios) ligando na clínica cobrando o contato.
E hoje minha mais nova irmã amada é a Karina, a outra embriologista. Ela me ligou para dar o boletim do dia: temos as cinco células se desenvolvendo. Quatro estão ideais e uma está com menos células do que o normal para o terceiro dia. Mas vamos acompanhar todas e quem sabe ela recupere. "Não se preocupe, amanhã nós não nos falaremos e eu te espero aqui na sexta-feira às 11h00. E bla bla bla (sobre os procedimentos a serem tomados)" Muito amor pela Karina, que prestou o melhor serviço: boletim plus maracujina.
Imagine... se os pretendentes das moçoilas fossem assim e avisassem que não ligariam no dia seguinte, potes e potes de sorvete seriam economizados e todo mundo seria mais feliz.
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