Você está correndo. Mais do que nunca. Fazendo dieta bonitinho conforme orientação da nutricionista. Cumprindo com as metas imaginárias que está deixando só na sua cabeça. OK. Se agarrando em qualquer coisa para não enlouquecer por nossa cabeça é algo fantástico. Ela pode te levantar ou te derrubar. Incrível: se fico triste por xyz, logo o neurônio, aquele, pequenino, perdido lá atrás no emaranhado de conexões, resolve fazer uma simples e pequena sinapse me lembrando do que não deu certo. Claro, às vezes o calendário ajuda porque você lembra que dia tal seria algo não sei o quê e por ai afora. Se fico feliz, logo o outro neurônio (um deve ser o Tico e o outro o Teco) me lembra que não posso esbanjar alegria porque nem tudo está dando certo e só testarei e tentarei de novo em julho. E aí já era. Você lembra que já tá ficando velha, que a reserva ovariana não é infinita e já pré-definida quando você nasceu, que fulana fez testes de trombofilia e seu médico nem cogitou algo assim, que você não quer ser aquelas mulheres amarguradas na vida se nada der certo, que um processo de adoção leva uns três anos, que crianças, na minha época de escola eram cruéis com as crianças que eram adotivas... Enfim, uma droga, um emaranhado de pensamentos, minhocas e besteiras.
Mas voltando ao tema: sim, você está, tentando. Se agarrando a qualquer coisa. Mas aí não vale quando um perfil de instagram chamado @belasmaes começa a te seguir. É tipo um tapa na cara.
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