segunda-feira, 15 de setembro de 2014

E segura a ansiedade

E eis que passei quatro dias em repouso quase que absoluto após a transferência, no dia 11. Não escapei do sofrimento da bexiga explodindo: cheguei com ela vazia e comecei a me encher de água. Não estava funcionando. Tomei mais água... até o início do procedimento, quase morri. Era tão cheia que estava difícil de ver o útero. Mas deu tudo certo. Agora estou domando a ansiedade. Milhares de filmes, o novo vício em Mad Men estão me contendo. Por enquanto realmente estou me sentindo bem, sem tanta ansiedade.

A medicação continua bem regradinha: Utrogestan, Primogyna e Duphaston, além de vitamina D, ácido fólico e complexo multivitamínico.

A sensação é um pouco estranha em relação à primeira tentativa. Sei lá o motivo, mas está sendo assim. Claro que qualquer movimento peristáltico na minha cabeça é algo diferente disso...

Hoje já voltei ao trabalho e isso ajuda também. And counting...

terça-feira, 9 de setembro de 2014

E eis que de um ciclo maluco...

E de um ciclo que apareceu do nada, a base de muito hormônio, o endométrio resolveu ser bonzinho e acabou por evoluir. É isso. Nesta quinta-feira faço a TEC (Tranferência de Embriões Congelados). Vamos ver o que vai dar. Espero que corra tudo bem.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O panda, o guaxinim e a arara azul

Cada vez que alguém pergunta "E vocês.... Quando vem o bebê?", um panda se enforca.

Cada vez que alguém pergunta "Já tem filhos?", um guaxinim selvagem morre engasgado com o próprio pelo.

Cada vez que alguém diz "Seus pais querem mais netos e seus sobrinhos querem priminhos.... E isso não é uma indireta, é direta mesmo" uma arara azul rara da Amazônia dá uma de kamikaze e se joga num vôo mortal, mergulhando na pororoca.


Sem mais.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Qualquer hipótese é devastadora para um ansioso

E aí que fui na consulta da segunda e o endométrio resolveu não ajudar. Nada de evoluir. Seguimos em frente já sabendo de uma próxima consulta na quinta (passada, quando seria a data da TEC) e a possibilidade de transferência na sexta ou... só no mês que vem. E aí que está o problema. Qualquer hipótese (seja ela boa ou ruim) é devastadora para um ansioso.

Bom, na consulta da quinta confirmamos que realmente o endométrio se rebelou e resolveu ficar onde estava, preparado porém não espesso. Toca abandonar de novo a medicação e esperar o próximo ciclo. Chorar um pouquinho também, afinal de contas, só nos damos conta de que o tempo está andando quando precisamos dele. Sem falar, obviamente do fator ansiedade. Mais um mês de espera. Quem aguenta?

Pois bem... aí você para com a medicação na própria quinta-feira tentando ser resiliente e educadinha para esperar novamente e não mais que de repente, no sábado, você que menstruou há 19 dias resolve menstruar de novo. Deu defeito. Mas OK, avisamos ao médico e voltamos com a medicação (Primogyna, de oito em oito horas, dessa vez).

Agora é esperar a próxima consulta para ultrassom na segunda-feira que vem. E tentar entender o que houve? Foi a parada na medicação que gerou esse ciclo tão curto? Estou dando tilt? Muito estranho...

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Na próxima quinta, se o endométrio quiser e as divagações ajudarem

E o medo de não dar certo novamente vem. Ontem fui ao dr. para um ultrassom. Como será uma TEC (Transferência de Embrião Congelado), cujo embrião é, na verdade, vitrificado (seja lá o que isso for...), não há grandes cuidados prévios. Tomo Primogyna a cada 12 horas com o objetivo de aumentar a espessura do endométrio, que fica na parede do útero e acaba sendo o local onde o embrião é "colocado".

Tenho mais uma consulta na próxima segunda-feira e, se tudo estiver OK, com endométrio mais espesso, vamos para a transferência na quinta-feira. Tudo muito simples. Mas simples seria se a cabeça acompanhasse toda essa simplicidade. Claro que não. Faço longos e chatos flashbacks de quando tudo desandou, penso em datas e coisas que aconteceram no mesmo período - aniversário de fulano, nascimento de beltrano... O que faz as coisas serem ainda mais marcantes. Uma eterna chatice. Coisa de pessoa ansiosa. 

E ansiosa que sou, penso em todas as piores coisas e mazelas que envolvem uma gravidez ou um filho. Morte no parto, crianças especiais. Um horror. Eu sei. Cabeça de louca. Mas, como nada é tão ruim que não possa piorar, um pai de 5 filhos - um deles especial - morre na mesma semana em que ensaiava publicar esse post. Fácil, né? Só que não.

Respira, respira.... e procura terapia, minha filha!



terça-feira, 29 de julho de 2014

Conclusão: adolescentes

Neste fim de semana fui a uma festinha infantil. Família querida, pequena mais querida ainda com seu coque de cabelos meio louros meio ruivos cacheados e seu agasalho de caveiras em formato de meigos gatinhos. A festinha era da Peppa, aquela porquinha acusada de ser meio da pá virada, meio feminista, mas que meu sobrinho ama. Ele, Gabriel, e Clarice, a aniversariante rock&roll, amam Peppa.

Entre um enroladinho de salsicha e uma bolinha de queijo acompanhada de um copo de refrigerante, tive muito tempo de refletir. Comi tanto que acho que já estava tendo barato. E isso causou pensamentos bem malucos. Um deles, apesar de cheirar a pão de queijo, no fim das contas me pareceu bem lúcido.

Olhei ao redor e, sem contar os mais jovens - bem mais jovens -, éramos o único casal sem filhos da garagem. Alguns traziam os rebentos ainda na barriga. Sim, festa de criança na garagem com piscina de bolinha e petizes lambuzados de meleca de farinha-água-óleo-anilina. Uma farra. A aniversariante estava literalmente untada em farinha. Parecia um cupcake. Na forminha.

(Eu não comi coxinhas, mas devo estar com barato agora. Não estou conseguindo escrever de maneira linear. É tema que entra no tema. Sairia um texto, mais ou menos assim, - bonitinho -, mas meio enrolado. Foca e volta.)

Como únicos sem filhos, ouvia os gritos, observava um puxando os cabelos dos outros, um tal de "me dá","é meu", "mãe...." com um divertido distanciamento. Havia filhos do estilo bicho-grilo, refletindo o estilo de seus pais; outros no melhor estilo caipira - minha mãe dizia: "larga da minha saia, dá oi pra todo mundo. Tá parecendo caipira" -, empolados na barra da mãe e o dedo na boca.

E quanto mais eu me distanciava, o barulho ia ficando lá longe, eu mandava ver mais um risole e viajava. A ponto de chegar a uma conclusão. Aquela, bem lúcida lá de cima: os adultos casados sem filhos representam os adolescentes da maturidade.

Meu cônjuge certamente mesmo antes dessa descoberta não entrava na lista dos maduros. Ele come salsicha com miojo e é viciado em Baconzitos com Coca-Cola.

Adolescentes não repreendem ninguém. Eles não precisam. Mas são repreendidos. Cada vez que alguém me pergunta sobre os filhos é assim que me sinto. Uma adolescente repreendida. E a minha vontade, boca suja que sou, é, depois de mandar à m...., é sugerir a cada interessado nos meus futuros rebentos que contribua com uma parcela polpuda para resolvermos o problema. Mas não, explicamos com um sorriso amarelo a questão da FIV. Uma verdadeira ladainha. E a vontade adolescente é de se trancar no quarto com o som no máximo. Xingando a tudo e a todos. Quem eles pensam que são?

O fato é que adolescentes dão o próximo passo. Mas e os adolescentes da idade adulta impelidos a essa condição por "causas alheias à nossa vontade" (sempre quis escrever isso, é tão adulto...)? Como fazer?

Vou ficar com essa questão: Como fazer? Enquanto isso vou para a balada, bem adolescente, com direito a festa do pijama, buffet de besteiras, e a devolver o petiz para a mamãe ao primeiro sinal de fralda radioativa.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Vamos lá de novo

Eu não emagreci o queria. Mas é o que temos para hoje. Quase 5 quilos e boa parte deles transformada em massa magra. Estava indo bem nos treinos, focada na alimentação - levando marmitão para o trabalho - mas fiquei com uma bela sinusite, teve uma gigante recaída e lá se foram 24 dias de antibióticos e nada de uma cura definitiva. E aí tudo foi por água abaixo.

Quase não treinei neste mês, quase não comi direito. Ainda mantendo o peso mais ou menos estável. Mas amanhã tenho nutricionista e o resultado será novamente ruim. E o pior: em breve precisarei parar com a reeducação alimentar tão restritiva. Vou voltar ao tratamento.

Últimos exames em perfeito estado. E lá vamos nós para a TEC (Transferência de Embrião Congelado). Dizem que quando o embrião fica vitrificado (esse é o nome correto), ele fica mais resistente. Tomara mesmo, porque são os dois últimos embriões que tenho reservados.

Agora é esperar o próximo ciclo, avisar o doutor e começar com Primogyna no segundo dia do ciclo. E passar a comer um pouco mais. Ordens da nutri.

Boa sorte para mim.